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Relatório_Liziani_evaldt

Page history last edited by lizianis@gmail.com 3 years ago

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL-

UFRGS FACULDADE DE EDUCAÇÃO -

FACED CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA A DISTÂNCIA –

PEAD EIXO VI –

INTERDISCIPLINA SEMINÁRIO INTEGRADOR VI

ALUNA: LIZIANI SCHEFFER EVALDT

 

 

Neste espaço tento responder alguns questionamentos da professora Eliana, bem como argumentar de forma mais clara algumas afirmações que apresentei anteriormente.

 

 

“Afirmas que o assunto pesquisado exigiu do grupo “flexibilidade”... Poderias nos dar um exemplo de situação em que o grupo precisou flexibilizar? Em que sentido ocorreu essa flexibilização?”

Quando afirmo que o grupo agiu com flexibilidade quanto ao tema a ser pesquisado, não quero referir-me a mudança de foco do trabalho, pois o próprio grupo afirma que suas certezas e dúvidas estão intimamente relacionadas à pergunta central, podemos perceber isto na seguinte citação:

Após a análise das certezas e dúvidas percebemos que essas vão ao encontro da pergunta central, pois cada uma delas colabora com respostas que possam auxiliar na compreensão deste problema.”

A flexibilidade a que me refiro se faz presente na reconstrução das certezas e dúvidas. Pois: (nas palavras do grupo):

“... Acreditamos que cada item acima (no caso as certezas e dúvidas) merece atenção especial nesta pesquisa já que a eliminação de um deles poderia desqualificar o todo, restringindo consideravelmente nosso entendimento.

Deste modo como já citei não houve mudança de foco e sim certa flexibilidade para ajustar as dúvidas e certezas provisórias de acordo com o desenvolvimento do trabalho. Por exemplo:

Há pessoas que comem e engordam e outras que comem e não engordam? Por quê?

Esta dúvida aparece já na segunda versão do trabalho difundida com a questão central levantada inicialmente pelo grupo:

“Há pessoas que têm o metabolismo gastrointestinal mais acelerado que outras? Se existe esse fator pode influenciar no fato de uma pessoa comer demasiadamente e não engordar?”

Prova de que conforme o trabalho se desenvolvia o grupo tomava novas posições, já mais avançadas que as iniciais e demonstrando certa mobilidade conforme as necessidades encontradas.

“O s mapas conceituas “mostram claramente a evolução do trabalho”... De acordo com os mapas, em que aspecto o trabalho evoluiu? O que os mapas comunicam a esse respeito? Poderias explicitar?”

No inicio o primeiro mapa conceitual, em meu ponto de vista, mostra certo acumulo de assuntos que não seriam a princípio pesquisados pelo grupo, tornando este muito extenso, nos levando a refletir mais amplamente o tema a ser explorado.

Já no segundo mapa conceitual os objetivos da pesquisa aprecem com mais clareza, resumindo-se principalmente aos pontos que o grupo desejaria pesquisar. Por exemplo, aparte que trata da gordura/aumento de peso já não está mais relacionada a doenças causadas pela obesidade e sim relacionada a fatores como hereditariedade e que pode se eliminada por chás emagrecedores. Ou seja, o objetivo do grupo não seria a pesquisa de doenças causadas pela gordura, então este ponto foi extraído do mapa e prevalece a relação com os chás emagrecedores, assunto este que faz parte do trabalho. Este exemplo traduz a evolução do grupo, que ao longo do trabalho teve de ser flexível na escolha dos assuntos que realmente o interessava e que levaria as respostas para suas dúvidas temporárias.

“Além desses esclarecimentos, que outros aspectos poderiam ser incorporados na tua análise, com base no roteiro que disponibilizamos?”

Outro aspecto interessante que gostaria de ressaltar se refere ao item 4 do roteiro de análise, na questão:

Quais são as fontes, os instrumentos e os procedimentos usados na busca das soluções?

Penso que o grupo poderia ter variado as fontes de pesquisa ao invés de deter-se somente em fontes bibliográficas provenientes de sites. Entrevistas com nutricionistas, pessoas que se exercitam diariamente, pessoas que possuem vida sedentária, enfim utilizar outras fontes de pesquisa enriquecendo assim o trabalho e solucionando as duvidas temporárias.

A pesquisa poderia também abranger um determinado território como, por exemplo, nossa cidade, ou determinado grupo de pessoas que possuem o mesmo tipo sanguíneo, idade, etc. Talvez desta forma a pesquisa não se tornasse tão extensa e até mais interessante.

As referencias bibliográficas são claras e corretamente identificadas.O material poderia ser apresentado em forma de hipertexto permitindo ao leitor informações sobre assuntos citados no texto, porém não explorados como, por exemplo, a questão hipertireoidismo, hipotireoidismo, herança genética, serotonina... Se estivessem em forma de hiperlinks, certamente facilitaria o entendimento de leitores “leigos” como eu...

Acredito que o grupo certamente como o grupo na qual fiz parte (Um novo olhar sobre a identidade de Três Cachoeiras) teria muitas outras estratégias para a conclusão de sua pesquisa, porém demoramos a encontrar o caminho e conseguirmos dar os primeiros passos, o que parece ter tornado o tempo mais “breve”.

 

 

 

     O Projeto de Aprendizagem: Comendo e Aprendendo, apresentado pelas colegas Catiane Cardoso Vargas, Deise Hahn Monteiro, Gislaine Cardoso Aguiar e Tanara Justo Mengue trata de um assunto bastante discutido nos dias de hoje, a alimentação equilibrada. Entretanto, o trabalho traz em si uma questão peculiar direcionada ao excesso de alimentação x peso.

     Pode-se, claramente perceber este fato na pergunta central que norteia o trabalho: “Há pessoas que comem mais que seu organismo necessita e não engordam? Por quê?” Observa-se que a questão formulada visa esclarecer uma curiosidade do próprio grupo, talvez por tratar-se de um assunto escolhido de forma expontânea e ligado a vida cotidiana.

     Durante o trabalho a pergunta central foi reformulada, porém não se se desfez de seu foco principal. O assunto aberto a várias formas de explorações exigiu flexibilidade dos componentes do grupo, que certamente tiveram que optar por caminhos que consideraram condutores das respostas para suas dúvidas temporárias. No início pensei que se tratasse de uma pergunta com resposta “factual”, mas no decorrer do desenvolvimento da pesquisa pude perceber que o grupo trouxe vários assuntos interligados com a pergunta central, como por exemplo, os tipos de sangue, hábitos do cotidiano, metabolismo...

     Oportunizando espaço a várias áreas do conhecimento como medicina e a biologia, tornando-se uma pesquisa aberta, bastante extensa, eu diria. Além disso, como as colegas do grupo ressaltaram na Reflexão Síntese, ao contrário do que eu inicialmente pensava, não foi um tema “fácil” de ser pesquisado, nas palavras das integrantes do grupo: “pois mesmo tendo convicção de nossa curiosidade, o que encontrávamos em nossa pesquisa sempre nos levava a dietas de emagrecimento”.

     Nessa procura pelas respostas o projeto tornou-se “aberto” para novas descobertas, novas relações, ao invés de simplesmente buscar uma resposta pronta. Ainda referindo-me a pergunta central observo que ela é fruto das dúvidas temporárias, e que estas por sua vez norteiam também todo o desenvolvimento do projeto, as também certezas provisórias também são reafirmadas ao longo do trabalho. Várias fontes bibliográficas foram pesquisadas e devidamente identificadas, senti falta, porém, de uma pesquisa um pouco mais direcionada a um lugar em específico, como por exemplo, entrevistas feitas com as pessoas de nosso município, ou ainda de determinada idade, sexo, tipo sanguíneo... Penso que desta forma a pesquisa se tornaria ainda mais rica, aliando o conteúdo pesquisado nos sites com a nossa realidade. Atividade esta que pelo que pude constatar não foi realizada por falta de tempo, pois na Reflexão Síntese, o grupo refere-se a uma entrevista que pretendiam realizar com uma nutricionista, talvez fosse este o primeiro passo da pesquisa de campo. O trabalho é bem estruturado, formatado, apresentando linguagem clara e leitura agradável, proporcionando ao leitor fácil entendimento das conclusões encontradas pelo grupo. Os mapas conceituais mostram claramente a evolução do trabalho, no primeiro mapa publicado, observo “um excesso” de caminhos a serem percorridos ou de conceitos a serem trabalhados, já no segundo estes conceitos apresentam-se de formas mais claras e definidas, retratando a direção do projeto.

     Parabéns pelo trabalho desenvolvido!

Comments (2)

Eliana Ventorini said

at 8:01 am on Apr 27, 2009

Querida Liziane!
Observo que procurastes contemplar, na tua análise, vários aspectos que compõem a metodologia de projetos de aprendizagem, embora não os explore em profundidade. Talvez, por conta disso, algumas afirmações que fazes podem suscitar, no leitor, dúvidas ou curiosidade, por não virem acompanhadas de um exemplo ou explicitação. Por exemplo: 1) Afirmas que o assunto pesquisado exigiu do grupo “flexibilidade”... Poderias nos dar um exemplo de situação em que o grupo precisou flexibilizar? Em que sentido ocorreu essa flexibilização? 2) Afirmas, também, que os mapas conceituas “mostram claramente a evolução do trabalho”... De acordo com os mapas, em que aspecto o trabalho evoluiu? O que os mapas comunicam a esse respeito? Poderias explicitar?
Além desses esclarecimentos, que outros aspectos poderiam ser incorporados na tua análise, com base no roteiro que disponibilizamos?
Com isso, convido-te a retornar nesse espaço para novas contribuições e para que continuemos essa conversa!
Te aguardo!
Um forte abraço,
Profa Eliana Ventorini – SI/TC


Eliana Ventorini said

at 3:53 pm on May 24, 2009

Olá, Liziane!

Na tua complementação, acabas explicitando algumas características importantes da metodologia de projetos de aprendizagem, como por exemplo:
a) um PA nasce da curiosidade do próprio grupo;
b) o assunto e a pergunta central são escolhidos de forma espontânea e tem relação com a vida cotidiana;
c) várias áreas do saber costumam ser acionadas para que se consiga responder a questão central, isto é, dificilmente um PA se restringirá a uma única área/campo do saber ou de uma única disciplina escolar (interdisciplinaridade = rompimento com a fragmentação/separação entre as discilinas).
Ao trazer esses argumentos, tuas idéias tornaram-se mais claras! Com isso, conseguimos entender melhor, por exemplo, o significado da chamada "flexibilização" - expressão que utilizas inicialmente para caracterizar o movimento do grupo...
Não basta afirmar, é preciso argumentar sobre nossas afirmações. Percebes a importância disso?

Seguimos conversando!

beijo grande,
Profa Eliana

Seguimos!

beijo grande,]
profa Eliana

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