UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL-
UFRGS FACULDADE DE EDUCAÇÃO -
FACED CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA A DISTÂNCIA –
PEAD EIXO VI –
INTERDISCIPLINA SEMINÁRIO INTEGRADOR VI
ALUNA: JOSIQUELI FERREIRA GOMES
RELATÓRIO
O projeto de aprendizagens “Comendo e Aprendendo” foi desenvolvido de forma que apresentou características importantes quando levamos em consideração este novo jeito de se pesquisar, de construir aprendizagens, pois o grupo se doou e deixou que a curiosidade falasse mais alto, o que possibilitou uma pesquisa ampla em diferentes fontes.
Este projeto proporcionou a interação e a contribuição dos participantes em cada etapa, onde as direções e escolhas tomadas levaram o grupo a grandes descobertas.
O projeto das meninas foi reformulado muitas vezes (5 ao todo), acredito que isto ocorreu porque nas três primeiras vezes que o refizeram não aprimoraram a questão central, que na primeira versão não estava claramente definida: HÁ PESSOAS QUE COMEM E ENGORDAM E OUTRAS QUE COMEM E NÃO ENGORDAM? POR QUÊ? O foco ainda estava muito amplo, sem direção. Neste momento a resposta da pergunta seria facilmente encontrada, o que não caracterizaria aprendizagem e sim aquisição de informações.
Pouco a pouco foram interagindo e destacando exatamente o que queriam saber com as pesquisas, descrevendo algo mais concreto, que as impulsionou a uma busca de respostas que não estavam totalmente prontas.
Suas certezas e dúvidas guiaram o trabalho em tempo integral, sendo estas reformuladas durante as aprendizagens, podendo observar que dúvidas foram solucionadas e novas surgiram, certezas que viraram dúvidas ou que se afirmaram.
O trabalho foi muito bem estruturado, sendo este desenvolvido através de pesquisas em diferentes fontes, o que possibilitou articulação entre conceitos e idéias que foram se enriquecendo ao longo do trabalho.
O projeto interdisciplinar que as meninas desenvolveram ultrapassou os limites disciplinares conhecidos no momento em que partiu do interesse do grupo a pesquisa pelo determinado assunto, o que as lançou em um mar de descobertas, de informações, de hipóteses, de construção de saberes.
Os mapas conceituais ligaram os conceitos com as descobertas e mostraram claramente a evolução da pesquisa.
O material criado foi muito bem organizado, focado na questão central e de fácil leitura e entendimento. Considero, porém que o projeto ficou longo, extenso, mas isto demonstrou o comprometimento e o interesse do grupo pelo trabalho e pelas descobertas.
O projeto foi bem apresentado, assim como desenvolvido.
Parabéns pelo trabalho.
Olá professora!!!
Demorei mas apareci!!
Respondendo as perguntas feitas ressalto que:
● O projeto das meninas ultrapassou os limites disciplinares quando este originou de uma curiosidade do grupo, o que as motivou a buscar e se aprofundar;
● Além do interesse pelo assunto o grupo conseguiu abranger vários assuntos, valorizando os caminhos por onde passaram até chegar à resposta desejada, ente estes:
* fatores psicológicos que influenciam no ganho de peso, cansaço, stress, ansiedade;
* alimentação saudável; * exercícios físicos; * metabolismo... * doenças provocadoras de obesidade, ou não... Além da utilização de procedimentos, como a construção de mapas que evidenciaram a evolução da pesquisa e as aprendizagens construídas; O entrosamento do grupo...
Os projetos oferecidos nas escolas não contemplam ou não valorizam os caminhos percorridos visando apenas à resposta final, sendo que a aprendizagem ocorre num processo continuo. Contudo a pesquisa não partiu de conteúdos curriculares que deveriam ser obedecidos, o que mais uma mostra seu rompimento com a forma tradicional de aplicação de projetos.
Com relação aos mapas conceituais:
No início das pesquisas aparece no mapa vários conceitos, as dúvidas e certezas, caminhos que o grupo acreditava importantes de serem percorridos. Durante toda a pesquisa as meninas refizeram o quadro de dúvidas e certezas e o mapa conceitual muitas vezes e a cada nova versão postada era visível a apropriação de conceitos importantes para o direcionamento do trabalho. Algumas certezas viraram dúvidas e dúvidas viraram certezas e aos poucos o grupo conseguiu focar na pergunta central e estabelecer critérios que as levaram as respostas das dúvidas.
Comments (2)
Eliana Ventorini said
at 7:01 am on Apr 27, 2009
Olá, Josiquéli!
Tudo bem?
Observei que o foco maior da tua análise se deu sobre o processo de formulação/reformulação da questão central e, consequentemente, das questões secundárias (dúvidas temporárias) e certezas provisórias. E, na medida em que fui lendo o relatório da análise, algumas curiosidades e dúvidas foram surgindo, sobre as quais gostaria de conversar um pouco mais contigo! Espero que aceites!
Afirmas que o projeto desenvolvido pelas colegas “ultrapassou os limites disciplinares conhecidos”... Que campos/áreas do conhecimento ou que disciplinas foram acionadas, foram postas em diálogo durante o processo de pesquisa das colegas? Como evidencias esse rompimento com a fragmentação disciplinar?
Em relação aos mapas produzidos pelo grupo, afirmas que eles “mostram claramente a evolução da pesquisa”. A partir dessa análise que fizestes dos mapas, poderias explicitar em que aspecto a pesquisa evoluiu? O que os mapas comunicam a esse respeito?
Com isso, deixo o convite para retornares a esse espaço dos comentários, para que possamos continuar essa conversa! Gostaria que esclarecesses os aspectos mencionados, aprofundando, argumentando sobre eles, e, na medida do possível, agregasse outros aspectos à tua análise, com base no roteiro que disponibilizamos.
Te aguardo, então!
Um forte abraço,
Profa Eliana Ventorini – SI/TC
Eliana Ventorini said
at 2:54 pm on May 24, 2009
Oi, Josiqueli!
Teus esclarecimentos permitem que compreendamos melhor tuas idéias. Quando falamos em "rompimento com os limites disciplinares" estamos dizendo que a pesquisa permite aproximações, diálogo entre diversas "áreas do conhecimento", isto é, para responder à questão central, vários campos do saber ou várias disciplinas foram acionadas, foram postas em diálogo! A pesquisa não ficou restrita a um único campo do saber ou ao universo de uma única disciplina do currículo escolar. Romper, assim, com a fragmentação (separação) das disciplinas é uma forma de romper com o currículo tradicional.
Considerar o "processo" e não apenas o "resultado final" também é uma forma de romper com a educação tradicional. Parece que o trabalho com projetos de aprendizagem possibilita várias mudanças, aponta para um "fazer" diferente... Continuaremos a conversar sobre essa metodologia de aprendizagem agora, com os novos PAs que estão desenvolvendo!
Beijo grande,
profa Eliana
You don't have permission to comment on this page.