Get your own free workspace
View
 

Reflexão Síntese do PAs

Page history last edited by Deise 3 years, 1 month ago

REFLEXÃO SÍNTESE DO PROJETO DE APRENDIZAGEM:

COMENDO E APRENDENDO

A partir da pergunta central “Há pessoas que comem e engordam e pessoas que comem e não engordam? Por quê?” elegemos algumas certezas provisórias e dúvidas temporárias que orientaram e direcionaram nossa pesquisa inicial. A princípio esta nos direcionou a um caminho diferente do que gostaríamos, pois mesmo tendo convicção de nossa curiosidade, o que encontrávamos em nossa pesquisa sempre nos levava a dietas de emagrecimento.

Assim, precisamos de vários encontros presenciais e conversas on-line, bem comentários da professora Nadie para definir com exatidão a pergunta definitiva: “Há pessoas que comem mais que seu organismo necessita e não engordam? Por quê?” e dar continuidade ao Projeto de Aprendizagem da forma como gostaríamos.

No decorrer da investigação chegamos a algumas conclusões sobre o assunto, porém ainda não estamos convictos a cerca de uma única resposta para satisfazer nossas indagações sobre o tema escolhido.

 Dentre as conclusões alcançadas até o momento, podemos descrever o “METABOLISMO” como um fator que interfere demasiadamente na manutenção do peso de qualquer pessoa. Sendo assim, seria propenso afirmar que possuir um metabolismo lento ou acelerado definiria a predisposição de uma pessoa engordar ou emagrecer.

Porém, foi preciso analisar e pesquisar este item profundamente, descobrir o que interfere nas suas características lento/acelerado para amparar uma defesa de idéia mais firme e coerente. Foi neste processo grandioso de investigação que descobrimos que o metabolismo sofre a influência de inúmeros fatores, tais como:

* Genética - alguns genes predispõem ao ganho de peso, provavelmente por causarem interferência no  metabolismo basal das pessoas, mas as alterações mais conhecidas se devem à chamada resistência insulínica, um estado pré-diabético no qual o organismo produz quantidades excessivas de insulina, que, por sua vez, favorecem o estoque de energia, em detrimento da queima dos substratos;

* Idade - pesquisas indicam que o metabolismo basal (energia gasta nas funções vitais, como respirar, manter o coração batendo, a temperatura) corporal cai a partir dos 60 anos e a redução calórica ideal seria de cerca de 100 calorias por década. Esta diminuição pode ser explicada mais pela inatividade física do que simplesmente por um metabolismo “mais lento”, no caso de idosos; da mesma forma, um indivíduo na fase da adolescência estaria apto a comer mais que o “normal” para satisfazer as necessidades energéticas de seu organismo em fase de crescimento;

 * Peso - indivíduos com peso mais elevado possuem necessidade calórica maior;

* Sexo - os homens possuem maior percentual de massa magra, ou seja, têm tecido muscular mais desenvolvido do que as mulheres. Isto explica o fato deles perderem peso mais facilmente. As células musculares são mais ativas que o tecido adiposo e por isso detêm a maior capacidade de queimar calorias;

 * Temperatura - em períodos mais frios o corpo humano necessita de mais energia para manter-se  aquecido;

* Atividade física - a prática de exercício regular acelera o metabolismo.

As atividades físicas realizadas diariamente resultam em queima de calorias. Estas queimas calóricas, por sua vez influenciam no ganho ou perda de peso. Assim, uma alimentação rica em carboidratos pode ser compensada com exercícios físicos.

Tudo isso leva a crer que a tendência para ganhar ou perder peso sofre interferência de outras variáveis além da quantidade de comida que ingerimos diariamente.

Assim, constatamos através de pesquisas baseadas principalmente nos estudos da Dra. Ellen Simone Paiva (Médica especializada em endocrinologia e nutrologia. Mestre em Medicina na área de nutrição e diabetes pela USP) que o metabolismo de cada pessoa envolve uma complexa rede de hormônios e enzimas que convertem a comida em energia. É ele que estabelece a que nível queimamos as calorias e o quão depressa ganhamos e perdemos peso. Por isso, que nem todos nós queimamos calorias da mesma forma e com a mesma rapidez, da mesma forma como os mesmos alimentos podem acarretar em aumento de peso em alguns indivíduos e em outros não.

Uma atividade metabólica mais lenta ou mais acelerada pode explicar porque existem pessoas magras, que comem de tudo e não engordam por nada, e outras lutam e sofrem para perder uns quilinhos extras.

Assim, para podermos afirmar com precisão que uma pessoa mesmo comendo mais do que seu organismo precisa, não está propensa a engordar é fundamental analisar todas as características da pessoa observada: peso, idade, sexo, atividade física que pratica, a temperatura do(s) dias(s), além de acompanhar atentamente todas suas refeições durante o período de observação.

Nos diversos encontros que tivemos, socializamos muitas descobertas que apesar de não dar respaldo a nossa pesquisa, colaboram para ampliar nosso entendimento a cerca do assunto escolhido. Como a descoberta de algumas doenças que podem acarretar perda de peso sem uma diminuição da ingestão de alimentos, como é o caso das disfunções da tireóide.

Até o momento, estamos encontrando muito material sobre o assunto, porém bem sabemos da grandiosidade de nossa pesquisa e tudo que ela ainda nos apontará sobre o assunto. Pretendemos entrevistar uma nutricionista da região que acreditamos poder orientar e esclarecer alguns pontos que ainda estão obscuros, e assim mostrar as diversas concepções arroladas a este tema: comer e não engordar.

O grupo está cada vez mais motivado e entrelaçado ao projeto buscando incessantemente a informações que possam colaborar na resposta da seguinte questão: “Há pessoas que comem mais que seu organismo necessita e não engordam? Por quê?”.

Comments (0)

You don't have permission to comment on this page.